TRÊS QUEDAS
Como estância climática Santa Rita possui inúmeros
pontos turísticos.
Há a reserva florestal onde fica localizada uma das
árvores mais antigas do mundo, o imponente “Jequitibá Rosa”.
Há o Deserto do Alemão, um recanto diferente. Há a
Usina São Valentim, um espetáculo.
Temos recantos encantadores escondidos na natureza.
Entre eles a Cachoeira de Três Quedas. Linda de se ver!
Descemos mais de duzentos e cinqüenta degraus para
poder vê-la.
Mas vale a pena!
Apesar de mal cuidada, é bela!
Não resta dúvida que há beleza nela.
O som de suas águas cantando nas pedras é música para
nossos ouvidos.
Na minha infância já me banhei em suas águas
refrescantes.
Hoje em dia gosto de observá-la.
Lembro-me, que quando criança descia aquele morro
íngreme, correndo de árvore a árvore, de cipó a cipó para chegar lá embaixo.
E tudo era uma festa, uma alegria, uma aventura!
Não tinha nem ideia do perigo a que me expunha naquele
tempo.
O prazer de sentir aquelas águas geladas correrem sobre
minhas costas, sobre meu corpo todo era um prazer que valia qualquer
sacrifício.
Com o tempo, foram construídas as escadarias. Houve um
grande progresso, não resta dúvida, para a nossa “cachoeira tripla”.
Mas o vandalismo de alguns não permite que se conserve
um bem que é de todos.
A última vez em que visitei a cachoeira e vi o que
fizeram com os sanitários que lá construíram senti-me triste porque aquele
ponto turístico tão primitivo na minha infância necessitava das melhoras que
ganhou, para que cada vez mais as pessoas sentissem vontade de conhecê-lo.
Decerto os vândalos não conheceram a antiga encosta que
descíamos antes.
Já ouvi meu pai dizer que aquela cachoeira merecia que
se fizesse mais por ela. Já ousei pensar em se construir ali um “teleférico”.
Precisamos preservar nossas belezas naturais para que
nossos descendentes possam usufruir a possibilidade de contemplar um pouco as
graças de Deus através do que é natural, puro e espontâneo.
sonia delsin
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