quinta-feira, 29 de maio de 2014



OS ANJOS EXISTEM?

Eu acredito neles. Pra mim existem e estão enfeitando a minha vida. Os que já foram, me voltam nas lembranças. Os que estão ao meu lado, eu os estimo muitíssimo. São pessoas comuns que cruzam meu caminho. Já comentei isto num outro texto. São comuns e incomuns, porque surgem do nada, de um passado distante.
São flores que encontro em jardins de sonho.
Um me oferece flores, outro vem tirar os espinhos. Um me faz rir, outro chora comigo. Um me diz onde estou errando mais, outro me elogia tanto que até fico imaginando que sou perfeita. Sei que está só querendo levantar a minha auto-estima e que não mereço tanto, mas faz bem pro ego ser enaltecida.
Era bem menina quando eles começaram a aparecer. O primeiro que me recordo montava um burrico e andava curvado sobre ele.
Não vou citar nomes. Que importância tem nomes? Ele me fez bem, passou por meu caminho e deixou sua marca registrada em meu coração para todo o sempre. Eu tinha quatro, cinco anos. Era por aí sim.
Depois; bem depois foram aparecendo tantos outros. Na época eu não percebia suas asas coloridas, o brilho de seus olhos.
Foi mais tarde que comecei a refletir. Quando parei e tive muito tempo para pensar. Tive anjos loiros, castanhos, morenos, negros.
O sexo deles também não importa. Na verdade anjos nem têm sexo.
Um dia eu precisei de um anjo forte. Destes que além de asas devem ter umas sobressalentes para nos carregar em seus vôos fantásticos.
E tinha uma voz tão doce este anjo, que apesar dos anos passados eu ainda a ouço, como se estivesse me falando todas aquelas palavras de novo. E os olhos dele! Olhava-me como se eu fosse a pessoa mais importante do mundo. E naquela hora eu era, porque ele tinha a missão de me libertar.
Depois de alguns anos eu precisei de um anjo que me mostrasse o caminho da abnegação e ele veio. Precisei de um que me fazia rir por entre lágrimas. Tive tanta necessidade de um que passaria grande parte de sua vida ao meu lado. Este foi o que mais me ensinou, eu creio. Ele me ensinou a encontrar Deus em todos meus momentos de angústia e estar todo o tempo agradecendo.
Jamais falaria de todos. Sempre esqueceria algum e então eu digo que todos meus anjos estão guardados no meu peito. Amo-os... adoro-os. Sou grata pelo carinho que me entregaram. Agradeço até os puxões de orelha que recebi de alguns. Era merecido, eu sei. E eles só o fizeram para que eu despertasse quando começava a desacreditar neles, no mundo.
São anjos? Pra mim são... sempre serão. Vieram não sei de onde, nem sei porque. Eu me calo, mas sei a razão deles terem vindo, lá no fundo eu sei.


sonia delsin

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